quarta-feira, 20 de setembro de 2017

as três formas de conhecimento, do amigo espinosa

na primeira forma de conhecimento, lidamos com o acúmulo de sensações, com uma viagem ao sabor dos encontros. não sabemos sobre algo além do que nos afeta ou só temos conhecimento do que nos afeta. são noções gerais que fazemos a partir das marcas, dos signos. reside aí a distinção entre bem e mal que não nos permite ir além. é a imaginação.

na segunda forma de conhecimento, criamos gosto por nos organizarmos interiormente, não ficamos apenas nas marcas exteriores. damo-nos conta das relações que compomos com outros modos existentes. criamos interesse por como as coisas interferem umas nas outras, a partir das relações acontecendo, não das imagens. é a razão.

na terceira, formamos uma ideia da essência da qual as relações dependem, formamo-nos como criadores. é um modo de conhecimento não submetido à duração, que gosta de contemplar a eternidade. na certeza das relações internas dos objetos, produzimos, criamos e damos vida. é o conhecimento intuitivo.




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a partir da fala do Cláudio Ulpiano sobre Espinosa, numa aula dos anos 1970, disponível no YouTube, e a partir do blog Razão Inadequada. a imagem vem do arquivo do Espaço Llansol.

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